
AGËNCIA BRASIL
A ideia é que os ministros possam disponibilizar informações sobre a execução e o andamento de projetos e dá início a uma reforma pública
Em um discurso inicial, a presidente afirmou que o projeto de transparência é "revolucionário"
Brasília. Os ministérios terão o prazo de seis meses para apresentar ao governo um sistema de monitoramento de seus programas, inclusive de convênios e contratos. A medida foi determinada pela presidente Dilma Rousseff ontem na primeira reunião ministerial do ano.
A ideia é que os ministros possam disponibilizar informações sobre a execução e o andamento de projetos. Segundo o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, a ferramenta vai permitir o controle em tempo real das ações de cada órgão do governo.
Recentemente o Planalto passou por desgastes envolvendo denúncias de irregularidades em gastos dos ministérios, sendo que partes das suspeitas de corrupção recaíram principalmente sobre os contratos com organizações não governamentais. Também teve que dar explicações a respeito do direcionamento de recursos do governo para redutos políticos.
Em um discurso inicial de 30 minutos, Dilma afirmou que o projeto de transparência é "revolucionário" e promete uma reforma na administração pública.
"É um projeto revolucionário, progressista e indispensável para a verdadeira reforma do Estado, não pela demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas da gestão de um Estado mais profissional e meritocrático", afirmou.
Na avaliação do porta-voz, isso tem uma relação direta com a ascensão social de brasileiros para classe média, que tem mais acesso às informações e cobra mais repostas e serviços do governo. A presidente não fez referência ao corte no Orçamento de 2012. Havia uma expectativa de uma sinalização do tamanho do ajuste. Mais cedo, Dilma desconversou sobre o tema e afirmou que não tem tratado do contingenciamento. O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) chegou a dizer que não ouviu falar em corte de R$ 70 bilhões.
Cenário econômicoO presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez uma análise do cenário econômico internacional e as projeções para o crescimento interno. Para ele, o Brasil será um dos poucos países a crescer mais do que em 2011 e alcançar um crescimento médio acima de 4%, o que acontece desde 2007. Para ele, os Estados Unidos devem apresentar um crescimento mais alto do que ano passado e que os países na Europa, apesar de apresentarem cenários diferentes, devem registrar uma estabilidade.